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danca
Desde: 28/01/2011      Publicadas: 11      Atualização: 09/02/2011

Capa |  jonatha rossi
jonatha rossi

folha de dança - jornal de danca


Apostila de dança e ballet " COREÓGRAFO JONATHA ROSSI

Cap 1

Introdução
História da dança
História do Ballet Clássico
Métodos de ensino do Ballet Clássico
Estilos de Ballet
Estilos de Bailarinos


Cap 2

Benefícios e Princípios básicos do Ballet Clássico
Posições dos braços e mãos
Posição dos pés e pernas
Posições do corpo
Termos de Ballet para os 1º e 2º anos
Dicas
Cuidados e Saúde do Bailarino
Sapatilha de ponta


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CAPÍTULO 1


Introdução


"No ballet, a maior parte dos termos técnicos são mencionados em francês. Por isso, para os alunos e alunas, as primeiras aulas teóricas ou práticas podem se tornar um paredão por desconhecimento da língua francesa. Mas aquilo que parece uma dificuldade maior (que essa apostila pretende amenizar) acaba se transformando em uma facilidade maior, pois durante a evolução da sua educação ou até mesmo da sua carreira, quando deseja e pode dirigir o seu aprendizado para o exterior, todos poderão seguir as aulas ou os comandos dos ensaios, por que a língua usada continuará a ser o francês. Os professores em qualquer parte do mundo, usam os mesmos termos em francês.
Isto é, o francês é a língua internacional do Ballet"



1 A história da dança

A dança é a mais antiga das artes
criadas pelo homem. Nas pinturas das cavernas pré-históricas, podemos ver a tentativa dos primeiros artistas de mostrar o homem primitivo dançando instintivamente, usando seus gestos e movimentos para agradar ou acalmar seus deuses, pedir chuvas, curar doenças, agradecer vitórias, celebrar alguma festa, enfim, o homem dançava em cada manifestação de vida.
A dança, como arte de divertir, surgiu com o teatro grego que incluía o canto a pantomima nos seus espetáculos dançados; os gregos foram os primeiros a usar a dança e os gestos para explicar as partes complicadas da história contada. Os antigos romanos combinavam música e dança com acrobacias e números de circo para ilustrar fábulas populares. Não só na Grécia e em Roma, mas também no Egito antigo a dança foi desde muito cedo a maneira de celebrar os deuses, de divertir o povo e a partir desse ritual se desenvolveram os elementos básicos para a arte teatral atual.


A Origem da dança:

A dança evoluiu com a humanidade......
Primitiva ou instintiva
Pantomima
Característica ou etnológica
Social ou de salão
Dança clássica ou ballet clássico
Dança a caráter
Dança moderna
Comédia musical e Jazz ballet
Folclórica
Sapateado


1.1 A História do Ballet Clássico

O ballet clássico é o desenvolvimento e a transformação dessa arte primitiva, que baseava-se no instinto, param uma dança formada de passos diferentes, de ligações de gestos e de figuras previamente elaboradas para um ou mais participantes.


- Na Itália, os primórdios
A história do ballet começou há 500 anos, na Itália. Em seus ricos salões, os nobres italianos divertiam seus ilustres visitantes com espetáculos de poesia, música, mímica e dança. Essas luxuosas e demoradas apresentações (no mínimo 3 horas) contavam com ricos e pesados trajes e cenários feitos por badalados pintores, como Leonardo da Vinci.
A primeira apresentação de ballet que se tem notícia data de 1489, comemorando o casamento do Duque de Milão Galeazzo de Sforza com Isabel de Aragon, organizada por Bergonzio di Botta.
Estas apresentações ocorridas na corte italiana possuíam delicados movimentos
de cabeça, braços, tronco, pernas e pés. Para a existência de bons bailarinos, surgiram os primeiros professores de dança, que viajavam por vários lugares ensinando para ocasiões como casamentos, alianças políticas, vitórias de guerra, etc.
O ballet chega à França
Quando a italiana Catarina de Medicis casou com Henrique II, se tornou rainha da França e introduziu com grande sucesso o ballet na corte francesa. O mais famoso espetáculo apresentado lá foi o Ballet Cômico da Rainha, ou do Reino, produzido por Balthazar Beaujoyeux em comemoração ao casamento da irmã de Catarina. Essa extravagante apresentação durou mais de cinco horas, contando com carros alegóricos, muito luxo e mais de 10 mil espectadores. O Ballet Cômico da Rainha foi uma grande influência na formação de conjuntos de dança de todo o mundo, além de invejar todas as casas nobres européias. Como diz o nome, o tema era para fazer rir, assim como todas as outras apresentações francesas da época.

Assim, o ballet ia se tornando cada vez mais popular, alcançando seu auge na época de Luís XIV. Luís XIV " Revolução. Luís XIV, rei da França com 5 anos de idade, tornou-se um grande bailarino. Desde os seus 12 anos apresentava-se em ballets da corte, e tamanho foi o seu sucesso no "Ballet da Noite" que ganhou o título de Rei Sol. Foi Luís XIV que fundou, em 1661, a Academia Real de Ballet e a Academia Real de Música, ambas dirigidas por Jean-Baptiste Lully, que criaria vários ballets. Outra pessoa que teve bastante importância nessas academias foi Charles Louis Beauchamp, dito "inventor" das cinco posições, que se tornaram a base de todo o aprendizado acadêmico do ballet clássico. Porém, apesar de todo esse acesso ao ballet, os dançarinos eram só homens, o que era um atraso na evolução daquelas. Mas, logo após a morte de Luís XIV, essa situação mudaria, tornando-se o ballet não só uma arte, mas uma profissão. O ballet evolui - Foi no fim do século XVII que a mulher ganhou de vez o seu espaço no ballet clássico. O primeiro registro de uma contratação de mulheres para dançar junto com homens foi no ballet "Le Triomphe de l'amour", em 1681. Junto com isso veio a profissionalização da dança. Os espetáculos foram transferidos de salões para teatros, e logo as bailarinas começaram a fazer sucesso, apesar de serem dificultadas em seus movimentos no princípio devido ao pesado figurino. Uma das que mais lutaram pela mudança de figurinos foi La Camargo (Marie Anne de Cupis de Camargo), que escandalizou a todos levantando a saia até a metade da panturrilha e abolindo o salto dos sapatos, mostrando assim melhor os passos que executava. Aliás, foi La Camargo quem criou os passos entrechat quatre, jeté e pas de basque. Sua rival, Marie Sallé, aboliu o penteado extravagante que as bailarinas usavam, mas lançou uma moda que não pegou: ela vestia uma espécie de túnica, abolindo o corpinho justo, que até hoje as bailarinas usam. A primeira obra sobre a técnica do ballet também surgiu nessa época. Jean-Georges Noverre lançou o livro Lettres sur la danse et sur les ballets, considerada até hoje a mais importante obra do gênero. Foi Noverre também quem criou o Ballet de Ação. Ele percebeu que o ballet deveria exprimir mais do que simples movimentos, deveria exprimir um significado, narrar uma história. Assim, foram abolidos os cantos e a declamação, e tudo passou a ser "contado" por passos de dança. Noverre também trouxe figurinos leves e a ligação entre as danças, formando uma história.

Porém, o ballet passou por um período negro: a Revolução Francesa. A época era caracterizada pela ascensão da burguesia e pela decadência da nobreza, que era quem financiava e apoiava a dança da época. Assim, devido à censura burguesa, várias peças com referências à mortandade das guilhotinas (que executavam nobres reis) foram proibidas. Foram fechadas também as Academias Reais de Dança e de Música, que só seriam reabertas na Restauração. Apesar disso, logo viria o Romantismo, que daria um novo impulso ao ballet.

O Romantismo - O Romantismo apareceu no século XIX e transformou não só o ballet como todas as artes. Nele, aparecem figuras exóticas e etéreas, como ninfas e fadas trajando longos vestidos, hoje chamados tutus românticos. Ao mesmo tempo, essas figuras imaginárias dançam com príncipes e camponeses. Nessa época, surgiram grandes ballets como Giselle e La Sylphide, que traduzem exatamente o Romantismo daquela época. La Sylphide mostra imagens sobrenaturais, fadas e mitos misteriosos. Nesse ballet surgiu uma grande evolução na dança clássica: as pontas. Marie Taglioni, que representava o papel principal, foi quem inaugurou este importante instrumento. Aliás, o ballet La Sylphide foi feito para ela por seu pai, Filippo Taglioni. Já Giselle é considerado até hoje o maior teste para uma bailarina, pois além da técnica, exige qualidades emotivas de seus intérpretes. Nesse ballet, a consagrada foi Carlota Grisi. O Romantismo também mostrou uma nova maneira de estruturar o espetáculo: a bailarina era o elemento principal, sendo que o grupo como um todo tinha menor importância. Porém, após algum tempo, o Romantismo empobreceu-se, e isso causou o declínio do ballet na Europa. Porém, a leste dali, mais exatamente na Rússia, a evolução era grande, e as bailarinas e bailarinos russos estavam chegando para firmarem seu país como uma grande potência da dança.

Na Rússia. Com a decadência do Romantismo e conseqüentemente do ballet na Europa, o ballet russo começou a ter um enorme destaque na França, Itália e outros países. Foram criadas as companhias do Ballet Imperial em Moscou e São Petersburgo (hoje Leningrado). Lá, vários bailarinos e coreógrafos franceses foram admitidos, e as companhias foram reconhecidas por suas soberbas apresentações. Um dos grandes responsáveis por esse desenvolvimento foi Marius Petipa, bailarino e coreógrafo francês. Petipa havia ido à Rússia em 1847 somente para um passeio rápido, mas tornou-se coreógrafo chefe e nunca voltou à França. Graças a Petipa, o centro mundial de dança transferiu-se para São Petersburgo. Foi ele também quem criou importantes ballets, como O Lago dos Cisnes, Quebra-Nozes e A Bela Adormecida. Nos ballets de Petipa, sempre havia danças importantes para o corpo de baile, variações para os bailarinos principais e um grande pas-de-deux para a primeira bailarina e seu partner.

Na Rússia, o ballet absorveu o que havia de melhor no ballet italiano, o allegro (saltos, vivacidade), e o que havia de melhor no ballet francês, o adágio (equilíbrio, graça, leveza). Além disso, o ballet russo também absorvia um pouco da sua cultura, ou seja, a dança a caráter e folclórica. Na Rússia, também descobriram-se grandes coreógrafos e bailarinos, como Petipa, Cecchetti, Anna Pavlova, Nijinski, Fokine, etc. Também descobriu-se a beleza da música de Tchaikovsky, que estava presente em vários ballets de Petipa. Porém, essa grande fase não duraria para sempre. Logo, Petipa e companhia foram considerados ultrapassados e o ballet entrou em decadências. Porém, logo chegaria um grande nome que novamente acenderia a chama da dança. Diaghilev - Serge Diaghilev veio revolucionar o ballet, não só o russo como também o francês, o italiano, enfim, o de todo o mundo. O russo era um editor de uma revista de artes, e estava cheio de novas idéias para aplicar na dança. Porém, Diaghilev achava que São Petersburgo não estava preparado para tais mudanças. O editor então escolheu Paris para aplicar sua arte. Primeiramente, Diaghilev organizou uma exposição de pintores russos, que fez um grande sucesso. Depois promoveu os músicos russos, a ópera russa e finalmente, o ballet russo. Foi Diaghilev quem trouxe profissionais das Companhias Imperiais russas, como coreógrafos e bailarinos. Os franceses receberam muito bem os novos visitantes, e a crítica francesa fez os melhores comentários em relação ao ballet russo. Mas eles não agüentariam ficar mais tempo fora de casa. Em 1911, foram convidados para voltar ao seu país, formando assim uma companhia: "Ballet Russo". Assim, Diaghilev revelou ao mundo vários artistas russos. Não mostrou só o ballet, mas também a música, a pintura, etc. A Companhia "Ballet Russo" encantou platéias da Europa e da América, fragmentando-se depois por todo o mundo. Depois de Diaghilev - Após a morte de Diaghilev, em 1929, sua companhia Ballet Russo desfragmentou-se pelo mundo todo, apesar dos esforços de seus sucessores. Porém, não podemos dizer que ela acabou, pois até hoje existem companhias que seguem fielmente o método russo de dançar. Uma delas foi a Companhia de Anna Pavlova, que excursionou até mesmo aqui no Brasil. As excursões das companhias russas foram muito importantes para estimular novos talentos. Um deles foi George Balanchine, que, apesar de russo, obteve seu maior êxito nos Estados Unidos. Balanchine foi o Diaghilev do Ocidente; assim como o mestre russo, ele revelou vários talentos e inaugurou uma nova maneira de dança.

Não foi só na América que aconteciam revoluções, na França, o espírito pelo ballet também estava renascendo mesmo depois da morte de Diaghilev. Também acontecia o mesmo na Inglaterra, o importante Royal Ballet estava despontando para o sucesso com a incrível bailarina Margot Fonteyn. Mesmo após a morte de grandes mestres russos, o ballet crescia e cresce cada vez mais. Qual será o próximo passo, qual será o próximo mestre, a próxima evolução? Ninguém pode dizer. O ballet moderno também já conquistou espaço no mundo. Estaria o ballet clássico ameaçado pelas modernidades? Não, é claro que não. Grandes ballets do passado ainda estão em cartaz, assim como a arte dos antigos mestres ainda é preservada.


E finalmente no Brasil " A primeira apresentação do ballet clássico foi realizada no Real Teatro de São João, no Rio de Janeiro, em 1813, um espetáculo dirigido por Lacombe, mas, só um século depois, com as apresentações das companhias russas de Diaghilev e de Pavlova, também no Rio de Janeiro, já no Teatro Municipal, o ballet brasileiro deslanchou definitivamente. Criou-se em 1927 a Escola de Dança do Teatro Municipal onde se formaram, entre outros, Berta Rosanova, Leda Yuqui, Madeleine Rosay e Carlos Leite. Mais tarde, outros nomes surgiram como Dalal Achcar e Márcia Haydée. Vaslav Veltchek dirigiu outra escola em São Paulo de onde saíram Alexander Yolas, Juliana Yanakieva, Raúl Severo, Aurélio Milloss, Tatiana Leskova, entre outros. Márcia Haydée e Ana Botafogo conseguiram grande expressão internacional. Entre as obras brasileiras de ballet que mais se destacaram, temos: Uirapuru, O Garatuja, O Descobrimento do Brasil, Maracatu de Chico Rei e Salamanca do Jarau.



Métodos de Ensino do Ballet Clássico

Existem vários programas de treinamento que os bailarinos podem seguir para tornarem-se bailarinos profissionais. Três dos maiores programas são o Cecchetti, o Russo Vaganova, e o da Royal Academy of Dance (RAD). Todos eles possuem diferentes níveis, do iniciante ao avançado, e todos possuem vantagens e desvantagens. A técnica Cecchetti foi desenvolvida a partir das aulas do grande mestre de ballet Enrico Cecchetti, através da Sociedade Cecchetti. É um plano de aula completo, elaborado para treinar bailarinos para o trabalho profissional. Uma ênfase notável, no método Cecchetti, é dada à fluência dos braços, na passagem de uma posição para outra, muito mais do que em qualquer outro método.
A técnica Russa Vaganova é derivada dos ensinamentos de Agripina Vaganova, a qual foi diretora artística do Ballet Kirov por muitos anos. No método Vaganova, os bailarinos dão maior atenção para as mãos, as quais, diferentemente do método Cecchetti, não fluem invisivelmente de uma posição para outra, é dado à ela uma maior energia e imponência, deixando-a para trás e trazendo-a de volta no último momento. No método Vaganova os exercícios de cada nível não são estabelecidos como no RAD. Cada professor coreografa sua própria aula, de acordo com as diretrizes dadas à eles, os alunos dançam essa aula em seus exames. O método RAD é muito comum. Se ajusta muito bem às escolas de dança em que os alunos têm, em média, não mais que uma aula por dia.

A Escola do American Ballet ensina o método Balanchine. Criado por George Balanchine, permite aos bailarinos dançarem as suas coreografias de maneira muito mais fácil do que os outros bailarinos. Nesse método as mãos são diferentemente trabalhadas de todos os outros métodos. Cada técnica também dá diferente nomenclatura para as direções do corpo, posições dos braços, arabeques e alguns dos passos. Pó exemplo, a posição dos braços conhecida como "bras bras" no método RAD é conhecida como "fifith em bas" no método Cecchetti e como "preparatória" no Vaganova. Contudo, as cinco posições básicas dos pés são as mesmas.



Estilos de Ballet

O Ballet Romântico é um dos mais antigos e que se consolidaram mais cedo na história do Ballet. Esse tipo de dança atraiu muitas pessoas na época devido o Movimento Romântico Literário que ocorria na Europa na primeira metade do século XIV, já que se adequava à realidade da época, pois antes as pessoas diziam que não gostavam de Ballet porque não mostrava nada do real. Os balés que seguem a linha do Romântico pregam a magia, a delicadeza de movimentos, onde a moça protagonista é sempre frágil, delicada e apaixonada. Nesses Ballets se usam os chamados tutus românticos, saias mais longas que o tutu prato. Estas saias de tule com adornos são geralmente floridas, lembrando moças do campo. Como exemplos de Ballets Românticos podemos citar 'Giselle', 'La Fille Mal Gardée' e 'La Sylphide'.

O Ballet Clássico, ou Dança Clássica, surgiu numa época de intrigas entre os Ballets Russo e Italiano, que disputavam o título de melhor técnica do mundo. Sua principal função era expremer ao máximo a habilidade técnica dos bailarinos e bailarinas e o virtuosismo que os passos de ballet poderiam mostrar e encantar toda a platéia. Um exemplo deste virtuosismo são os 32 fouettés da bailarina Pierina Legnani em 'O Lago dos Cisnes', ato que fazia milhares de pessoas ficarem de boca aberta. Esses Ballets também se preocupavam em contar histórias que se transformaram basicamente em contos de fadas. Nestes Ballets procura-se sempre incorporar seqüências complicadas de passos, giros e movimentos que se adequem com a história e façam um conjunto perfeito. No Ballet Clássico a roupa mais comumente usada eram os tutus pratos, aquelas sainhas finas de tule, marca característica da bailarina, pois permitiam que as pernas da bailarina fossem vistas e assim ficasse mais fácil verificar se os passos estavam sendo executados corretamente. Como exemplos de Ballets Clássicos temos o já citado 'O Lago dos Cisnes' e 'A Bela Adormecida'.

O Ballet Contemporâneo, mais conhecido por Ballet Moderno, foi criado no início do século e ainda preserva o uso das pontas e gestuais ainda muito próximos do Ballet Clássico. Neste estilo de dança a coreografias começam a ter ideologias diferentes. Não há mais uma história que segue uma seqüência de fatos lógicos, mas sim muitos passos do ballet clássico misturados com sentimentos. As roupas usadas no Ballet Contemporâneo são geralmente colãs e malhas, como em uma aula normal, para dar maior liberdade de movimento aos dançarinos. É o estilo que vem antes da dança moderna, que esquecerá os passos clássicos, dando ênfase somente aos movimentos corporais. Seu principal difusor foi George Balanchine, em Nova York, com belíssimas coreografias como Serenade, Agon e Apollo.



Estilos de Bailarinos " Tipos físicos

Longilíneo - Pessoa alta, magra, pouco busto, quadris estreitos, pode usar qualquer modelo de figurino, podendo evitar, naturalmente as listras verticais. Altura entre 1,70 e 1,75m.
Longilíneo miniatura - Apresenta as mesmas características do tipo físico anterior, porém com 1,60m de altura.
Triangular - Pessoas com ombros e bustos pequenos e, quadris avantajados,devem evitar saias rodadas, pregas e cintura marcada.
Triangular invertido - Busto desenvolvido, ombros largos e quadris estreitos, os que possuem estas características esquivem-se das saias justas, mangas bufantes, babados na altura do busto e usar decotes em forma de V.
Simétrico - O tipo que tiver busto e quadris com a mesma medida e a cintura não muito fina, deve fugir das roupas colantes.
Nórdico - Altas e fortes, busto e quadris com a mesma medida, cintura não muito fina, com altura acima de 1,68m, não podem usar roupas cheias de detalhes, nem estampas chamativas.
Cheinho - Linhas bem acentuadas, mas gordinha, não deve vestir roupas que marquem o contorno do corpo e nem listras horizontais.

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CAPITULO 2

Os benefícios do Ballet Clássico

A dança é a arte do movimento e da expressão, mas também é uma necessidade natural e instintiva do homem. Além disso, a dança permite desenvolver ao bailarino o seu físico, sua mente e psique, além de outros oito aspectos bastante importantes:
1 Beleza: melhora a postura, corrige pés chatos e joelhos para dentro, queima as gorduras e desenvolve os músculos e a capacidade respiratória, além de dar porte, naturalidade e segurança nos movimentos.
2 Visão: dá a capacidade de perceber formas e linhas.
3 Precisão: disciplina o sistema nervoso, muscular e mental.
4 Coordenação: com exercícios como dançar em pontas, fazer equilíbrios e saltar, trabalhamos os músculos em sua capacidade máxima e melhoramos nossa coordenação.
5 Flexibilidade: precisa dizer alguma coisa?
6 Tenacidade: musicalidade e ritmo.
7 Imaginação: tendência natural desenvolvida através da dança.
8 Expressão: a mais importante qualidade artística, também desenvolvida através da dança.



O bom bailarino não esquece

- Manter o corpo bem erguido e puxado para cima. (isso ajudará a rodar as pernas para fora e a se sentir mais leve e seguro).- Postura, firmeza nas costas
- Manter os ombros baixos.- Fechar o diafragma e encolher a barriga.- Deixar o pescoço livre e relaxado.- Distribuir bem o corpo entre as duas pernas.- Subir os músculos da coxa e esticar bem os joelhos.- Apertar as nádegas e virar as coxas para fora.- Executar os passos com precisão, mas também dançá-los com sentimento, expressão e continuidade.


Posições dos braços e mãos

Os braços são fatores importantíssimos no Ballet. Eles devem ser a moldura o bailarino. Cada escola de Ballet tem uma maneira de nomear as posições dos braços. Conheça as posições da RAD (Academia Royal) e saiba como executá-las corretamente.

" Bras bas: os braços devem estar descontraídos, um pouco adiante do corpo e pouco dobrados nos cotovelos, com os dedos continuando a curvatura dos braços para criar um formato oval. Relaxe os ombros, mantenha os polegares próximos dos outros dedos e procure não mostrar as costas das mãos.
" Demi seconde: posição preparatória aonde os braços são mantidos do lado do corpo, um meio termo entre 2ª posição e bras bas.
" 1ª posição: os braços fazem um desenho oval à frente do corpo, sendo que as mãos devem estar curvadas na altura do estômago. Relaxe os ombros, sustente os cotovelos e vire as palmas da mão para si.
" 2ª posição: abra bem os braços, porém mantenha-os ligeiramente na frente dos ombros. Eles devem estar relaxados e um pouco curvos, porém não deixe os cotovelos caírem. As mãos devem estar voltadas para frente e os dedos flácidos e flexíveis.
" 3ª posição: é uma fusão da 2ª com a 1ª, ou seja, cada braço fica em uma posição.
" 4ª posição: esse é uma fusão da 2ª com a 5ª. Enquanto um braço está um pouco recurvado ao lado, o outro está ligeiramente adiante da cabeça, também fazendo uma graciosa curva (veja quinta posição).
" 5ª posição: os braços devem estar fazendo um desenho oval um pouco adiante da cabeça, emoldurando o seu rosto. Não levante os ombros, e mantenha as palmas das mãos voltadas para você.


As posições do corpo

Todo bailarino deve desenvolver seu trabalho definindo internamente e visualmente o direcionamento espacial do espaço que utiliza. O ponto 1 é a frente da sala, ou a platéia, logo, esse ponto é o devant (a frente) e o ponto 5 é o derrière (atrás) " ver figura. É em cima desses pontos que se formam as posições do corpo. Primeiramente, é necessário saber sobre os direcionamentos chaves:


4 5 6

PALCO /ou sala


2 1 8

PÚBLICO/ou espelho_____



" Devant: na frente
" Derrière: atrás
" À la seconde: ao lado
" Croisé: cruzado. Considere, para iniciar, que croisé (cruzado) é quando as pernas estão cruzadas em relação ao espectador (platéia). Se você vira de frente para o ponto 8 com a perna direita na frente, está em croisé devant. O croisé devant também pode ser obtido de frente para o ponto 2 com a perna esquerda na frente. Já o croisé derrière acontece de frente para os mesmos pontos, sendo que no 8 a perna esquerda está atrás e no 2 a perna direita está atrás.
" Effacé ou Ouverte. Significa apagado. Seu corpo está sempre "aberto", as pernas não se cruzam, a linha do corpo fica aberto para o público. Quando se está de frente para o ponto 8, a perna esquerda na frente indica effacé devant, sendo que a perna direita atrás indica effacé derrière. Já de frente para o ponto 2, o effacé devant é quando a perna direita está na frente, e o derrière é quando a perna esquerda está atrás. Concluindo: para se obter o effacé devant, estica-se a perna que está mais longe do público (ou do centro do palco),e para o effacé derrière, a que está mais perto.
" Ecarté: separado, afastado. Já a posição ecarté (separado) deixa a perna sempre à la seconde (do lado, daí o nome "separado"), sendo que o corpo está de frente para as diagonais (ponto 2 ou 8). Para obter o ecarté devant, levem a perna mais próxima do público à la seconde. Já para o derrière, levem a perna mais distante à la seconde.


Posições dos pés e pernas

O ballet foi baseado na concepção de que ao virar os pés e as pernas pra os lados externos do corpo, isto é, para fora, não somente se conseguia atingir mais estabilidade e maior facilidade na movimentação, como também maior beleza de linhas. Essa concepção é chamada de en dehors (para fora), o que é adquirido lentamente sem ser forçado. Porém, este movimento antinatural deve se tornar para um bailarino uma segunda natureza. Portanto, no ballet, o princípio básico mais importante é o de aprender a virar as pernas, que em sua posição normal estão para a frente, para os lados, com a ponta dos pés para fora, os calcanhares para dentro, os joelhos e as coxas acompanhando as pontas dos pés.
É importante adquirir a facilidade de virar as pernas en dehors a partir da coxa até o pé, sem a ajuda dos quadris e do corpo. Porém, não é recomendável forçar demais os principiantes para evitar defeitos posteriores nos pés e nos joelhos. Para tudo isso, porém, é também necessário uma boa colocação dos pés, que devem estar relaxados e com o peso do corpo bem distribuído (sem deixá-los cair nem para um lado nem para o outro). Distribui-se o peso do corpo em cima do pé tomando como ponto de apoio o seu meio. Além disso, quando no ar, o pé deve estar extremamente esticado, sendo que as pontas dos dedos vão para baixo forçando assim o calcanhar para fora (frente).

Finalmente, com todos esses conceitos, podemos executar corretamente as cinco posições, criadas por Pierre Beauchamps no século XVII. Cada passo é iniciado e terminado em uma, assim como são utilizadas nas passagens de movimentos.

" 1ª posição: Os pés devem estar unidos e virados para fora e os calcanhares juntos, formando uma linha reta. Não esqueça, toda a perna deve rodar para fora, e não apenas o pé. É possível, no início do aprendizado, afastar um pouco os calcanhares, uns dois ou três dedos um do outro, devido à dificuldade existente em encostar as panturrilhas uma na outra (válido também para quem tem perna em X). Não deixe seu pé cair para dentro.
" 2ª posição: Mesma "forma" da primeira posição, mas com os pés afastados. Ela tem o tamanho de um degagé à la seconde, e essa distância não deve ser aumentada para facilitar o encaixe do quadril durante o plié (para alongar o quadríceps e o tendão de Aquiles). Assente no chão toda a superfície do pé, não deixe pender para nenhum dos lados. Não se esqueça de, na hora do plié, manter sempre os joelhos para fora e o quadril encaixado.
" 3ª posição: Cruze um pé até o meio em frente ao outro. O princípio é o mesmo: corpo para cima, pernas viradas para fora, peso sobre as duas pernas, sem deixar o pé ceder para algum lado.
" 4ª posição: Partindo da terceira posição, faça um degagé devant, assente o calcanhar no chão e obtenha assim a quarta posição. É a posição mais difícil, pois um pé fica exatamente na frente do outro, o que dificulta conservar o en dehors.
" 5ª posição: É a mais fechada das posições. Um pé fica totalmente colocado à frente do outro, porém não se deve deixar apoiar o calcanhar nos dedos do outro pé.
" 6ª posição: É uma posição inventada por certas academias, onde os pés ficam paralelos e fechados um do lado do outro. Serve para facilitar o aprendizado, mas não leva nenhum dos princípios das posições anteriores.


Termos de Ballet - INICIANTE

" Corpo de baile - Grupo de dançarinos de uma companhia de balé, que aparece entre as danças dos solistas.
" Coreografia - Termo usado no século XVlll para designar a arte de "anotação de danças" e que agora significa "seqüência de passos e movimentos que compõem um balé".

" Adage, Adagio - significa devagar ou com descanso. Uma série de exercícios do Centro, consistindo de uma sucessão de movimentos (simples ou muito complexos) lentos, graciosos, executados com fluidez e aparente facilidade. Estes exercícios desenvolvem a capacidade de sustentação, a estética.
" Allegro - Vivo, esperto. Todos os passos de elevação (saltos) tais como assemblés, jetés, .... As qualidades mais importantes que se deve ter em mira num allegro são a leveza, a suavidade, o balanço e a vivacidade.

" Devant - Na frente. Este termo refere-se a um movimento de passo ou à colocação de um membro na frente do corpo. com referência a um passo determinado, exemplo: jeté devant, o acréscimo implica que a perna em movimento é fechada na frente.
" Derriére- Atrás. Qualquer passo, exercício ou posição executados atrás, isto é, com a perna fazendo o movimento atrás da outra ou então fechando atrás.
" En Avant, - Para a frente. Uma direção para a execução de um passo. Usado para indicar que um determinado passo é executado para a frente. Exemplo: assemblé en avant.
" En anarriére " para trás

" Dessus (se lê dessi)- Para frente. Indica que o pé que trabalha passa à frente do pé de base. Por exemplo, em pas de bourrée dessus.
" Dessous (se lê dessu)- Para trás. Indica que o pé que trabalha passa atrás do pé de base. Por exemplo, em pas de bourrée dessous.

" En Dehors, - Para fora. Em passos e exercícios o termo en dehors indica que a perna, à terre ou en l'air, move em uma direção circular, em sentido horário de frente pra trás. Por exemplo, em rond de jambe à terre en dehors. Em pirouettes o termo indica que uma pirouette é executada com a perna bem aberta, para fora.
" En Dedans, - Para dentro. Em passos e exercícios o termo en dedans indica que a perna, à terre ou en l'air, se mexe em movimento circular em sentido anti-horário de trás pra frente. Por exemplo, em rond de jambe à terre en dedas. Em pirouettes o termo indica que a pirouette é feito para dentro em relação à perna de base.


" Battement - Batida. Uma ação de batida da perna estendida ou dobrada. Há dois tipos de batidas, grandes e pequenas. As pequenas batidas são: battements tendus, dégagés e relevés: esticados, apartados, batidos e levantados.
" Plié = dobrado, flexão dos joelhos. Em todos os pliés os joelhos são abertos na direção da ponta dos pés e o peso do corpo distribuído por igual em ambos os pés. O plié é um movimento básico e fundamental, que serve para controlar o equilíbrio, fortalecer e alongar os músculos, impulsionar e finalizar os saltos. Grand plié = as pernas dobram totalmente, até ficarem na horizontal. Demi plié = meio plié, as pernas dobram até a metade, sem levantar o calcanhar do chão.
" O battement tendu = movimento dos pés de uma posição para a outra, sem levantar os dedos do chão. O pé passa pela meia ponta antes de esticar, e deve pressionar o chão quando arrasta. Esse movimento molda os pés, força o peito dos pés para fora. O battement tendue ao lado deve ser feito quase em diagonal, seguindo a direção da ponta dos pés, para não abrir muito na lateral.
" Coupé = cortado
" Detourné = virada
" Echappé = escapado
" Fondu = fundido
" Frappé = batido
" Glissade = deslizado
" Jeté = jogado
" Pás de Bourré = passo de Bourre
" Pás de Cheval = passo de Cavalo
" Pique = picado
" Retiré = retirado
" Relevé = levantado (com plié)
" Sauté = saltado
" Temps Lié = tempo ligado
" Temps Levé = tempo levantado
" en l'air - No ar. Indica: 1) que um movimento vai ser feito no ar, por exemplo, rond de jambe en lair; 2) que a perna em movimento (após ter sido aberta na segunda ou na quarta posição) será levantada a uma posição de 45ª, 90ª ou 120ª.
" En croix - Em cruz. Fazer qualquer exercício en croix significa executá-lo em frente, ao lado, atrás e de novo ao lado.
" Port de bras - 1) um movimento ou série de movimentos feitos com um braço ou braços em diversas posições. A passagem dos braços de uma posição para outra. 2) termo para um grupo de exercícios que torna o movimento dos braços mais gracioso e harmonioso.
" Reverence " Reverência, agradecimento.


Cuidados e Saúde do Bailarino

Um bailarino precisa saber como lidar com seu instrumento de trabalho, o corpo. Se não souber, pode enfrentar sérias complicações.

Se você estiver sentindo dores, e nenhum dos itens anteriores ajudar a melhorar, procure um médico imediatamente. Pode ser um problema sério, como bursite, distensão, contratura etc.


Alongamentos X Dores musculares

Alongamentos são os movimentos feitos para alongar os músculos. São muito importantes para pessoas que fazem exercícios e fundamentais para os bailarinos que precisam de flexibilidade e leveza. São movimentos fáceis, mas quando feitos de forma incorreta, podem fazer mais mal do que bem, por isso é importante a orientação do professor. Para alongar não é preciso forçar bruscamente os limites, é necessário que se pratique devagar, especialmente no início, começar de leve e repetir todas as aulas para entrar em forma. Aberturas de pernas e alongamentos mais difíceis devem ser feitos com o corpo aquecido (em atividade física), no meio ou no final das aulas, nunca no começo, para evitar distensões musculares.
Benefícios do alongamento1 Reduz as tensões musculares e dão a sensação de um corpo mais relaxado2 Servem de benefícios para a coordenação3 Aumentam o âmbito de movimentação4 Previne lesões como distensões musculares, pois um músculo alongado resiste mais às tensões5 Facilita as atividades de desgaste6 Desenvolve a consciência corporal e aprende a se conhecer7 Ajuda a liberar os movimentos bloqueados por tensões emocionais
Atenção!
* Para evitar aquelas dores chatas nos músculos depois da aula, sempre se aqueça o máximo possível antes desta. Mas atenção! Não pense em alongar-se bastante! Nunca extrapole seus limites, pois a aula ainda vai começar, ou seja, você tem muito o que se alongar ainda... Senão, isso poderá resultar em muita dor de cabeça (e de músculos) depois.

Se você tiver sofrido algum problema físico, uma cirurgia nas articulações e
músculos, é bom consultar um médico antes de começar
um programa de exercícios ou alongamento.

Como evitar alguns problemas.

Cãibra
A cãibra é uma retração involuntária e dolorosa do tecido muscular, que pode comprometer desde uma pequena parte de um músculo até um grupo muscular inteiro. Ela pode durar alguns segundos ou minutos.- Causas: a causa mais comum da cãibra nos bailarinos é a fadiga muscular (cansaço), mas também pode ter outras origens como o frio e a falta de potássio no organismo, que também é apontada como agente importante.
- Tratamento: O alongamento do músculo ou músculos comprometidos. Fontes de Potássio: água de coco, fígado, laranja, banana, feijão, carne.

Distensão muscular
É a ruptura espontânea de várias fibras musculares causada por esforço, com dor súbita e forte durante o movimento e que, às vezes, impossibilita que o músculo afetado se movimente. A dor desaparece com o repouso, mas reaparece com o movimento.
- Causas: passos ou exercícios de difícil execução, bruscos ou pesados, feitos sem o devido aquecimento prévio, são a principal causa da distensão. Os músculos mais freqüentemente afetados são os internos da coxa e os da panturrilha. "
- Tratamento: primeiramente, parar com a atividade física imediatamente. Depois, procurar um médico ou fisioterapeuta.

Entorse - torção
Ocorre quando o limite fisiológico de uma articulação é ultrapassado. Pode estar acompanhado de distensão, ruptura total ou parcial dos ligamentos.
- Causas: Como a maioria dos entorses na dança acontece nos joelhos e tornozelos, quase sempre as causas são o piso inadequado que prende os pés enquanto o corpo continua no movimento ou a torção dos tornozelos em exercícios na ponta ou na meia ponta.
- Tratamento: Aplicar gelo sobre a articulação afetada durante 20 a 30 minutos, elevar o ponto comprometido (se possível, acima do nível do peito) e encaminhar imediatamente ao médico.

Tendinite
As mãos, os pés, o pescoço e todas as partes que se dobram, ou seja, praticamente o corpo inteiro está repleto de tendões. Tendinite é a inflamação que acontece nos tendões.
- Essa inflamação pode ter duas causas. A primeira são esforços prolongados e repetitivos, além de sobrecarga. Essa primeira causa é bem freqüente nas tendinites do ballet... A segunda causa é a desidratação: quando os músculos e tendões não estão suficientemente drenados devido à uma alimentação incorreta e toxinas no organismo.
A tendinite se manifesta inicialmente com dores e muitas vezes com a incapacidade da pessoa em realizar certos movimentos, dores ao subir ou descer escadas, caminhar, dobrar os joelhos, entre outras posturas ou movimentos. Há a necessidade de um bom médico para diagnosticar corretamente o problema. Em primeiro lugar, porém, é preciso repouso. Após um certo período, a pessoa é aconselhada a fazer fisioterapia, para acelerar o processo de cura. Se a tendinite não for tratada em tempo ou da maneira adequada, pode haver seqüelas. A pessoa não tratada pode sofrer uma ruptura do tendão após um período de inflamação mal cuidado, por isso, é importante seguir todos os passos indicados pelo médico para um pronto restabelecimento. Para prevenir a tendinite, deve-se fazer exercícios sob critério de um profissional.

Estiramento muscular
É o alongamento voluntário ou involuntário de um músculo além do seu limite natural. É caracterizado por dor muscular no local do estiramento no momento em que há o esforço, e desaparece quando se volta ao repouso. A dor dura em média de 2 a 10 dias, dependendo do caso, e pode desaparecer até mesmo sem tratamento se o músculo afetado for poupado.
- Causas: um movimento descuidado, ou para o qual o músculo afetado não esteja aquecido ou preparado para executar.
- Tratamento: repouso da parte afetada e compressa de gelo.

Unhas encravadas
A unha está encravada quando parte dela empurra o canto do dedo do pé. Este dedo torna-se sensível ao tato, vermelho e inchado. Você deve ir a um médico pedólogo que se encarregará de cortar este canto. Nesse período tente não usar sapatos fechados, calçando sandálias ou mesmo ficando descalço o máximo possível para evitar a pressão sobre a unha e coloque uma esponjinha (ou gaze, ou algodão) com fita adesiva no dedo para evitar que a unha fique tocando a sapatilha durante a aula de ballet. Para prevenir essas indesejáveis, corte MUITO BEM as unhas, deixando-as retas e evitando os cantos.

Bolhas
As bolhas ocorrem quando a pele é friccionada para frente e para trás de encontro ao interior da sapatilha. A maioria das bolhas causadas pelo trabalho de ponta estoura e há às vezes sangramento. Uma vez que a pele crua é exposta, a dor de dançar com uma bolha aberta é enorme, por isso é melhor parar de dançar e tender à bolha do que arriscar-se à piora e à infecção da área. Se um dedo do pé começar a criar bolhas insistentemente, é aconselhável envolvê-lo com band-aid ou esparadrapo antes de cada aula. Isto deve impedir que uma nova bolha se forme.

Calos e endurecimento da pele.
Isso ocorre geralmente nas juntas dos dedos do pé e no tendão de Aquiles onde o pé é mais intensamente friccionado pela sapatilha, onde a pele fica um pouquinho dura e mais consistente. A pele nestas áreas pode avermelhar e amaciar imediatamente depois do trabalho de pontas, mas endurecer-se-á mais tarde. Não se preocupe com esse endurecimento: ele é até mesmo benéfico para prevenir a formação de novas bolhas. Já os calos são o resultado da pressão anormal das sapatilhas mal ajustadas e podem ser muito dolorosos.

JoaneteJoanete é a inflamação da articulação do dedão do pé causada pela pressão imprópria nessa área. Deve-se tomar cuidado em ver se as sapatilhas de ponta (e até os sapatos normais) são largas o bastante na parte da caixa, onde estão as junções do metatarso, e se o pé está colocado corretamente na ponta.



Sapatilha de Ponta

ATENÇÃO!

Não são todos que devem dançar na ponta! A decisão para começar o trabalho da ponta deve ser feita somente por um professor hábil e conhecedor do ballet. Os estudantes que sobem na ponta antes de estarem fisicamente preparados correm um grande risco, construindo maus hábitos que podem levar anos para serem corrigidos. Mais sério ainda é o potencial para ferimentos ou os danos permanentes à estrutura dos ossos ou dos músculos dos pés, além do grande desapontamento em vista do pouco progresso alcançado.
Observações - é importante que estudantes e pais compreendam que as orientações listadas acima são exigências de idade e técnica que nem sempre são seguidas por todos os professores, afinal, há diferentes critérios para se iniciar o trabalho em pontas. Apesar disso, considerar esses aspectos é sempre importante. É tudo uma questão de tempo, basta aguardar um pouco!

folha de dança - jornal dança


A mais lenta das cinco danças de salão latino-americanas de competição (Paso Doble, Samba, Chá-chá-chá e Jive), a Rumba já foi uma dança de fertilidade e hoje continua a ser um jogo de sedução entre homem e mulher. Se a música é a expressão dos nossos sentimentos, a Rumba conta uma bela história de amor.
DE ONDE VEIO A RUMBA?
Tal como muitas outras danças, também a Rumba nasceu no seio da cultura e ritmos africanos, neste caso a dos negros que chegaram a Cuba durante o século XVI, trazidos pelos espanhóis. Oriundos de Quimbundo, Crioulla e Guiné, essas tribos africanas tinham coreografias com conotações sexuais explícitas que eram executadas ao som dos ritmos produzidos com simples utensílios do dia-a-dia. Inicialmente uma dança de fertilidade, os bailarinos faziam uma pantomina dos momentos que antecediam o acasalamento de aves e outros animais. É lógico que, naquela época, esta dança escandalizou os brancos, mas não os afugentou por completo " depois da abolição da escravatura em Cuba em 1886, os negros deixaram os campos e instalaram-se, lado a lado com os brancos assalariados, nas periferias das pequenas aldeias e cidades. Foi apenas uma questão de tempo até começarem a "rumbear" juntos.
RUMBEAR É FESTEJAR
A própria palavra "Rumba" está conotada com um ambiente festivo, significando mesmo "festa" ou "fiesta" à boa maneira cubana. Um "rumbeiro" era uma pessoa festiva, que gostava de se divertir ou de "rumbear". E a verdade é que a festa em torno da Rumba foi-se fazendo, ganhando maior evidência durante os loucos anos 20, até ser novamente banida em 1925, por ordem do presidente Machado que a declarou inapropriada face aos bons costumes cubanos. No entanto, em Cuba ninguém deixou de dançar a Rumba, optando antes por suavizá-la: eis que surgiu o "Son", uma versão modificada, mais lenta e mais "bem-educada" da Rumba; e ainda a "Danzon", uma versão ainda mais lenta do "Son". Curiosamente, foi esta a Rumba que persistiu e que correu o mundo e os salões de dança com grande sucesso.
DANÇA ROMÂNTICA
Apesar da Rumba ter sido modificada e "humanizada" ao longo de vários anos consecutivos, a verdade é que a base da sua coreografia manteve-se: uma mulher utiliza os seus encantos (e técnicas de dança exímias!) para seduzir um homem, dando largas a um verdadeiro jogo de sedução na pista de dança. Os movimentos de provocação e de fuga sucedem-se, em grande cumplicidade e intimidade, uma vez que a Rumba não é uma dança móvel, ou seja, não se desloca em torno de toda a pista como muitas outras. Intensa, lasciva, lenta e apaixonante, dá-se uma enorme importância à expressão corporal, mais do que ao trabalho de pés, existindo vários movimentos sensuais (e até alguns eróticos e agressivos), potenciados pelos ritmos musicais das maracas, marímbulas, tambores e outros instrumentos de percussão. É uma dança romântica e insistente onde existe paixão e conquista, mas também tristeza e rejeição.
TRAJES COM HISTÓRIA
Curiosamente, os trajes que os bailarinos ainda hoje envergam para dançar a Rumba mantêm um simbolismo forte que aponta para as raízes longínquas desta dança: os folhos que muitas vezes decoram a saia da mulher representam as penas de uma galinha, enquanto os folhos que embelezam a camisa do homem (no peito ou nas mangas) representam as penas de um galo. O vestuário dos dançarinos é uma clara ilusão à primitiva Rumba, onde se honrava a fertilidade e o acasalamento das aves e de outros animais.
QUATRO ESTILOS, UMA PAIXÃO
Os ritmos latinos fascinantes e as expressões corporais sedutoras continuam a fazer da Rumba uma das danças mais procuradas ainda hoje. Talvez por isso, subsistem quatro estilos de Rumba, igualmente apelativos, igualmente dançantes.
1. El Guaguancó: talvez o estilo mais dominante dentro da Rumba, privilegia um jogo de sedução dançante entre homem e mulher, onde o homem tenta conquistá-la com movimentos pélvicos possessivos e a mulher, evitando ser conquistada, foge e cobre-se. Também se verifica o inverso.
2. La Conga: muito praticada durante as festas carnavalescas, os bailarinos, com disfarces vários, levam esta Rumba para as ruas, onde dançam de costas uns para os outros, executando movimentos circulares e repetidos.
3. La Columbia: exclusiva de Cuba (nasceu numa região do interior com o mesmo nome), esta dança tem várias outras particularidades " é dançada rapidamente por apenas um homem, que executa, para além dos seus passos de dança frenéticos, movimentos acrobáticos.
4. El Yambú: esta Rumba lenta e mais comedida, é dançada com movimentos próprios que ambos os dançarinos executam em simultâneo; não existe qualquer tipo de jogo de sedução ou conquista e é uma dança quase exclusivamente reservada aos grupos de dança profissionais de Cuba.

folha de dança - BAILARINO " COREÓGRAFO Natureza do Trabalho


BAILARINO " COREÓGRAFO

Natureza do Trabalho
A actividade central dos bailarinos consiste em dançar, executando movimentos corporais como posturas, gestos, passos padronizados, saltos, voltas e equilíbrios, realizados segundo um determinado encadeamento e ritmo e que formam, no seu conjunto, uma coreografia. Sendo a dança uma forma de comunicação, estes profissionais usam o seu corpo para interpretar obras musicais, exprimir sons e ritmos, contar histórias e transmitir ideias e sentimentos. Alguns bailarinos definem, eles próprios, passos, posturas, expressões e outros comportamentos corporais para serem executados em espectáculos por outros bailarinos e são, por isso, designados de coreógrafos, ou seja, "os que escrevem danças".
Os bailarinos ocupam a maior parte do seu tempo a exercitarem o seu corpo segundo um conjunto de movimentos codificados e classificados, pois necessitam de manter, constantemente, uma excelente forma física - mesmo quando não têm nenhuma actuação prevista ou quando se encontram desempregados. Quando participam em espectáculos, o seu quotidiano é maioritariamente preenchido por ensaios que visam aperfeiçoar a forma como executam a coreografia e maximizar o seu desempenho individual.
Os estilos de dança que podem interpretar são muito diversos, cada um com características próprias. Por exemplo, enquanto o ballet clássico se caracteriza por um conjunto de movimentos ditos estilizados e tradicionais, a dança moderna permite maior liberdade e personalização dos movimentos corporais. O folclore, as danças étnicas, o sapateado e as diversas danças de salão constituem outros exemplos dos muitos estilos de dança existentes. As interpretações dos bailarinos podem ser, por seu lado, realizadas individualmente - como solistas ou principais - ou em grupo, num corpo de baile. Além disso, variam também consoante o tipo de espectáculo em que decorrem: bailados, programas televisivos, animação em clubes de diversão nocturna, etc. Em alguns espectáculos, além de dançar, alguns bailarinos também cantam e representam.
Os coreógrafos dedicam-se a criar danças originais e novas interpretações de coreografias já existentes, nomeadamente as mais famosas ou tradicionais. A metodologia que seguem inicia-se, normalmente, com o estudo da partitura (conjunto das partes de uma obra musical) e do argumento do bailado ou cena teatral, cinematográfica ou televisiva que necessita de ser coreografada. Esta tarefa pode ser levada a cabo individualmente ou em colaboração com os responsáveis envolvidos na produção do espectáculo. Em seguida, concebem a movimentação e as expressões dos bailarinos de harmonia com a partitura e o argumento, dirigindo-os durante os ensaios. A realização de ensaios constitui uma das actividades a que os coreógrafos dedicam a maior parte do seu tempo. Quer se trate da produção de um espectáculo, quer se trate da formação de um grupo de dança, cabe-lhes também assistir a audiências, com vista à selecção e avaliação de bailarinos. Normalmente, estes profissionais especializam-se em determinado tipo de dança, tanto no que se refere ao estilo, como ao tipo de espectáculo.
A docência constitui uma outra actividade dos bailarinos, sejam ou não coreógrafos - embora, tal como estes, os docentes detenham normalmente uma experiência profissional elevada. Enquanto professores, a sua função central consiste em ensinar aos alunos as técnicas de um ou mais estilos de dança. As suas tarefas incluem observar as capacidades e potencialidades físicas e artísticas dos alunos, bem como explicar-lhes e demonstrar-lhes técnicas e métodos de movimento do corpo, com vista a desenvolver as suas capacidades técnicas e expressivas. Além disso, podem transmitir conhecimentos teóricos como, por exemplo, história da dança e notação de movimentos, a qual consiste num sistema de registo dos diversos movimentos de uma coreografia utilizado, por vezes, pelos coreógrafos.
As condições físicas especiais constituem um requisito fundamental no mundo da dança: os bailarinos, tal como os coreógrafos, devem ter corpos estruturalmente bem proporcionados, pernas e costas fortes, bom estado de saúde e excelente forma física. Além disso, necessitam de um alto nível de motivação e dedicação, bem como tenacidade, persistência e boa disposição para enfrentar as constantes exigências físicas e psíquicas da profissão. O talento, a criatividade, a imaginação e a capacidade de aprender rapidamente e memorizar sequências complexas de movimentos são também relevantes, juntamente com a forte capacidade de concentração e o bom sentido de ritmo e de tempo.
A aptidão para trabalhar com outras pessoas ou em equipa constitui outra vantagem: a actividade dos coreógrafos, por exemplo, implica o contacto frequente com compositores musicais, produtores, cenógrafos e, naturalmente, bailarinos. Estes, por sua vez, encontram-se, na maioria das vezes, integrados em corpos de baile. Aqueles que dão aulas de dança necessitam, ainda, de ser pacientes e possuir boas capacidades de comunicação verbal. Saber cantar e representar constituem outras mais-valias que podem melhorar as hipóteses no mercado de trabalho.
Emprego
O mercado de trabalho dos bailarinos divide-se em dois universos principais: por um lado, podem estar empregados em companhias de bailado e grupos de dança e, por outro, podem trabalhar como profissionais liberais, actuando apenas quando são escolhidos para actuar em espectáculos de dança ou variedades. Cada uma destas formas de exercer a profissão apresenta as suas dificuldades: no âmbito das companhias e dos grandes grupos de dança, o principal problema consiste no restrito número de vagas que estas organizações proporcionam. Os pequenos grupos de dança, por seu lado, revelam-se, normalmente, incapazes de proporcionar estabilidade profissional e rendimentos regulares ao seus bailarinos.
A principal dificuldade que afecta os que trabalham como liberais é também a instabilidade profissional, à qual correspondem períodos ocasionais de inactividade e rendimentos irregulares. Para estes, as hipóteses de trabalho são sobretudo proporcionadas por empresas produtoras de programas televisivos, filmes, anúncios, peças de teatro e espectáculos de variedades. São, igualmente, significativas oportunidades de trabalho os eventos culturais e festividades promovidas por associações recreativas, desportivas e culturais, autarquias, estabelecimentos de ensino, organismos públicos e algumas grandes empresas.
Não obstante as dificuldades, o mercado de trabalho nesta área tem evoluído de uma forma positiva, num contexto geral de desenvolvimento e expansão da dança no nosso país. Por um lado, tem-se assistido à multiplicação de grupos de dança de pequena e média dimensão que, mesmo não garantindo rendimentos elevados, proporcionam oportunidades de trabalho a tempo inteiro. Alguns destes grupos estão associados e/ou dependentes de escolas de dança, enquanto outros funcionam com apoio do poder público local e central. Por outro lado, o aumento da popularidade da dança - sobretudo entre os jovens - tem contribuído para uma maior procura de professores de dança, designadamente por parte de associações culturais, autarquias e colégios particulares. Por este motivo, o ensino constitui-se actualmente como uma das principais fontes de trabalho dos bailarinos.
A evolução positiva do panorama nacional da dança tem tido reflexos igualmente benéficos na procura de coreógrafos. No entanto, as suas oportunidades no mercado de trabalho são bastante mais reduzidas, tendo em conta as suas funções: apenas as instituições ou grupos que produzem espectáculos de dança com frequência é que necessitam de empregar estes profissionais ou recorrer à prestação dos seus serviços. A actividade por conta própria não é, por seu lado, fácil, dadas as dificuldades de financiamento existentes para a produção de espectáculos (na qual se inclui a produção coreográfica), sobretudo para quem se encontra em início de carreira. Contudo, existem várias associações culturais (ou estritamente relacionadas com a dança) que dão apoio diverso aos jovens coreógrafos que pretendem desenvolver o seu currículo profissional.
Formação e Evolução na Carreira
A formação destes profissionais começa, normalmente, muito cedo e de forma intensa. Um projecto de carreira seriamente planeado implica que se comece a treinar a partir dos 10/12 anos de idade. Os que pretendam interpretar ballet clássico devem começar a sua preparação ainda mais cedo, entre os 5 e os 8 anos. Estas idades são sobretudo indicadas para as raparigas, dado que os rapazes podem começar a treinar um pouco mais tarde. Durante a adolescência, a regra fundamental é treinar o maior número de horas possível, designadamente frequentando o ensino artístico especializado no domínio da dança, o qual visa a aquisição das técnicas da dança e também uma formação cultural e artística na área. As ofertas formativas existentes neste domínio são, nomeadamente, as seguintes:
Fonte: Ofertas Educativas e Formativas do Ensino Secundário - Departamento do Ensino Secundário
As ofertas formativas nesta área profissional são, de resto, diversificadas, conferem diferentes níveis de qualificação e têm como destinatários desde crianças até profissionais da dança com largos anos de experiência que pretendam especializar-se. Por exemplo, quem deseje frequentar o ensino superior dispõe dos seguintes cursos:
Fonte: Guia de Acesso ao Ensino Superior - Candidatura/98
Normalmente, os cursos superiores em Dança incluem nos seus planos curriculares, além de cadeiras estritamente relacionadas com técnicas de dança, outras relacionadas com a produção coreográfica, produção de espectáculos de dança e práticas pedagógicas.
Quer com o objectivo de continuar os estudos, quer como alternativa às ofertas formativas nacionais, esta é uma área em que estudar noutro país é uma hipótese frequentemente colocada e seguida por quem tem meios financeiros para esse efeito e é admitido nos estabelecimentos de ensino a que concorre. A principal vantagem em estudar no estrangeiro consiste na possibilidade de se aprender a profissão em países onde a dança está mais desenvolvida e onde se realizam maior número de espectáculos de dança. Além disso, pode contribuir para o aparecimento de oportunidades de trabalho nesses países, não obstante a competitividade aí poder ser mais acentuada.
No âmbito da coreografia, o percurso formativo é mais diversificado. Ainda que alguns coreógrafos tenham sido bailarinos durante alguns anos antes de começarem a realizar trabalhos coreográficos, esta evolução não constitui regra. Além disso, a sua formação inclui formas de aprendizagem tão diversas como workshops, trabalhos conjuntos com outros coreógrafos e estágios em companhias profissionais, entre outros exercícios (nacionais ou estrangeiros) de experimentação coreográfica.
Após os estudos ou ao mesmo tempo em que estes decorrem, a evolução profissional dos bailarinos - e dos coreógrafos - caracteriza-se, basicamente, pelo maior número de trabalhos efectuados, acréscimo da reputação profissional, aumento da importância e complexidade dos papéis desempenhados e aumento dos rendimentos. Normalmente, a evolução na carreira caracteriza-se, também, pela especialização do profissional num determinado estilo de dança.
Condições de Trabalho
A carga horária dos bailarinos é muito variável, dependendo, por exemplo, da existência de espectáculos e, logo, da necessidade de ensaiar. De qualquer dos modos, a forma física que é necessária manter exige sempre um grande número de horas diárias de treino. As perturbações de ordem física (lesões musculares, problemas ortopédicos, etc.) são, de resto, um dos aspectos negativos normalmente associados a esta profissão. A dança é, inclusive, uma actividade na qual se corre o risco de deixar de exercê-la de um momento para o outro, na sequência de um problema de ordem física - como uma lesão muito grave ou uma fractura -, após muitos anos de esforço e dedicação.
O ambiente de trabalho dos bailarinos é, igualmente, diversificado, sobretudo entre aqueles que não têm um emprego fixo. Normalmente, estes profissionais encontram-se em estúdios a ensaiar ou a aprender, mas podem actuar em sítios tão diversificados como um cenário de televisão, uma discoteca, um palco ao ar livre ou uma escola. A ocorrência de espectáculos implica também a deslocação para locais distantes da área da residência ou para fora do país, em alguns casos por períodos longos, como sucede quando se está em digressão. Esta situação, juntamente com o facto dos espectáculos serem realizados maioritariamente à noite, pode ter consequências na vida social e familiar destes profissionais.
Remunerações
Não obstante haver retribuições mínimas legalmente estipuladas para os profissionais de espectáculo, onde se integram os bailarinos, não é possível determinar os seus rendimentos médios. De um modo geral, são os que estão empregados em companhias de bailado e grandes grupos de dança que auferem rendimentos melhores e regulares. Nos grupos de dança de pequena dimensão, os valores pagos são normalmente baixos, dadas as dificuldades de sobrevivência económica que estes grupos normalmente enfrentam. Os rendimentos médios anuais dos que são trabalhadores liberais são, na maioria dos casos, baixos, devido à falta de trabalho permanente. Esta situação leva a que alguns destes profissionais tenham ocupações paralelas, que constituem fontes alternativas de rendimentos.
Os valores médios pagos aos coreógrafos são igualmente difíceis de determinar, pois dependem de factores como a complexidade e importância do trabalho que lhes é encomendado ou o prestígio que detêm, fruto de uma experiência profissional comprovada e reconhecida. Este facto conduz a que haja coreógrafos muito bem pagos e outros auferindo retribuições baixas. Tal como os bailarinos, os coreógrafos têm períodos de inactividade, pelo que os seus rendimentos são também irregulares. No âmbito da docência, as remunerações podem também ser variáveis: por exemplo, um professor de dança de uma escola privada pode auferir uma retribuição fixa mensal, complementada com uma retribuição variável, determinada em função do número dos seus alunos ou das aulas que lecciona.
Perspectivas
No seguimento da evolução registada nos últimos anos, espera-se que o mundo profissional da dança continue a desenvolver-se de uma forma positiva no nosso país. Dever-se-á continuar a assistir, assim, ao crescente interesse dos jovens pela dança e, consequentemente, ao aparecimento de novas ofertas formativas neste domínio e de novas oportunidades de trabalho no domínio da docência. Esta evolução poderá ser também responsável pelo aumento do interesse do público em geral por espectáculos de dança.
Por outro lado, o desenvolvimento tecnológico permitirá que se continue a reinventar a produção de espectáculos de dança, os quais deverão tornar-se mais atractivos, designadamente através da utilização inovadora de luzes, sons e cenários. A própria expansão da dança conduzirá à diversificação das ofertas dos espectáculos de dança, abrindo caminho para novas experimentações coreográficas, o que parece vir a proporcionar uma maior realização profissional aos actuais e futuros coreógrafos e bailarinos.
O maior ou menor desenvolvimento nacional da dança não garante, todavia, um quadro de facilidades a quem decida enveredar por uma destas profissões, dado que a competitividade e as exigências do mercado de trabalho devem continuar a aumentar, à medida que esta área registe uma crescente profissionalização. Além disso, é necessário ter sempre em conta o investimento, planeado e intenso, que é necessário fazer para se exercer a profissão de bailarino, à qual está normalmente associada a dificuldade de inserção profissional e, consequentemente, a de instabilidade profissional.
Contactos para Informações Adicionais
Existem várias entidades que podem fornecer informações adicionais sobre estas profissões, nomeadamente:
" Departamentos, gabinetes, centros de estudo e centros de investigação na área da dança dos estabelecimentos de ensino superior.

folha de dança - Jornal de Dança Notícia Brasil pesquisa


Jornal de Dança Notícia Brasil pesquisa
Edição 01 27/01/2011 são Paulo folha de pesquisa de danças
Palavras do professor Jonatha Rossi, Texto Coreógrafo é o profissional que registra uma ou várias seqüências de movimentos de dança.
Jornal de Dança
Ícone na dança e profissional em pessoa está falando de Jonatah Rossi
A montagem de uma coreografia exige do artista um domínio dos elementos estéticos já codificados por diversos estudiosos da dança, como o espaço, o tempo, o peso e a fluência, em relação ao corpo em movimento. Numa coreografia esses elementos básicos dialogam entre si podendo construir outros sentidos causadores de diferentes sensações no espectador, pois de acordo com a composição realizada poderá obter diferentes resultados, como: equilíbrio, movimento, fragmentação, linearidade, etc. O autor pode ainda contar com os recursos específicos das outras linguagens artísticas, adicionando maior dramaticidade, alegria, surpresa, espanto, enfim, diferentes emoções quando utilizando adequadamente os elementos da música, das artes visuais, que muito tem contribuído para os cenários, figurinos e adereços, e ainda, elementos do teatro que vem cada vez mais enriquecendo a cena contemporânea com as performances de dança-teatro e as preparações dos artistas bailarinos com suas técnicas próprias do universo do teatro.

Veja agora, na Paraíba jovem coreógrafo chamado Jonatah Rossi 24 anos receber título de Melhor Coreógrafo da Paraíba
Sua historia
Jonatha Rossi, esse extraordinário bailarino e coreógrafo.
Com sua arte e determinação com uma história de vida linda de superação e garra naquilo que amar a Dança.
Artista, bailarino, coreógrafo e professor de dança, iniciou a carreira artística aos 5 anos de idade, dedicando-se à aulas de dança, teatro, música .
Aos 10 anos protagonizou a peça menino de rua em cartaz no Teatro santa rosa . Aos 17, continha em seu currículo o melhor trabalho de dança de todos os eventos que participava em sua carreira artística na dança,
Em 1997, iniciou seus estudos de dança participando de oficinas workshop, aulas de dança de salão, de danças modernas , (mantendo o paralelo com aulas de Jazz ). Completamente apaixonado por esta arte de dança , aperfeiçoou-se com grandes profissionais da dança, concluindo apresentações e participações em teatros e espaços culturais em todo o Brasil .
Mais tarde passou a integrar as companhias de dança corpo estilo:, apresentando-se um espetáculo mais bonito da historia paraibana Durante esse período, participou como solista de festivais promovidos pelo SESI conquistando a premiação do primeiro lugar durante três anos consecutivos participando do título de melhor da Paraíba no paraibano dança conquistando 4 anos consecutivos como o melhor da Paraíba em outro evento que participou sua premiação era 1º lugar , .
Em 2009 é convidado para participar do direção do maior festival de dança do nordeste o Nodestão de danças, é realizando do jr dance municipal de João pessoa . No mesmo ano, é convidado à apresentar-se como solista em diversos eventos e publicidade.
Hoje totalmente integrado a arte da dança e ao universo artístico em geral, ministra aulas dentro e fora da Paraíba em todo o Brasil , possuindo em seu currículo grandes títulos e nomes da dança :
Uma figura eminente na vida cultural, Jonatha Rossi foi investido com o que ele mais amar a dança e hoje ele e considerando o melhor coreógrafo de companhias de danças da Paraíba e do Brasil com vários títulos e premiações de 1 lugar, e nunca sabe o que é outra colocação de 2 ou 3 lugar ele sempre com o seu 1º lugar onde participava
Ídolo na Paraíba e um dos melhores coreógrafo mais talentosos da categoria todos os estilos de danças, que o levaram a se aposentar, os melhores momentos e as grandes dança que fez ao redor do mundo, os planos para o futuro.
Pesquisa jornal de dança

viana rossi - festilval de dança jr dance


Jr dance
1 " Este concurso é uma Concurso e festival de danças de danças de caráter competitivo, aberta aos amantes da dança ou a grupos de dança (em âmbito amador).

2 " As danças participantes serão de categoria livre, levando-se em estrita consideração os itens 13 e 14 deste regulamento. swingueira , forró, dança de salão , dança moderna , clássicas , Tema de Entrada Para Trabalhar a expressão corporal ,

3 " A dança poderá ser todos os estilos e modalidades no mundo da dança com coreografia própria do grupo participante podem participa vários ritmos de danças.

4 " obs. Podem dança aluno, dançarinos e Bailarino, Coreógrafos, Professores, instrutores, etc.

5 - O cenário de cada espetáculo do seu tema de entrada ou de saída se houver, só poderá permanecer no palco durante a apresentação do mesmo, devendo ser retirado imediatamente, por não haver espaço reservado para depósitos.

6 - A duração de apresentação para todas as companhias deverá ser de no mínimo 30 min. e no ou aberto seu tempo para mostra seu trabalho, incluindo o tempo de mudança(s) de cenário(s).

7 " As apresentações podem ser individuais, duplas ou grupos pessoas, todas fazendo parte da nossa grande Paraíba e só podem participante do estado da PB .

8 " todas as companhias representam o seu município ou seu Bairro.

9 " As Companhias tem que participar da reunião realizada pela organização do evento
10 - Não será permitida a participação de pessoas que com a dança tem que ser da ária cultural.

11 " Cada apresentação deverá ser acompanhada de 2 CD ,

12 " Os participantes terão direito a ensaio, no 3 horas antes do evento conforme cronograma divulgado pelo organizador jonatha Rossi .
13 - Restrições: apologia à drogas, religião, racismo, temas agressivos ou obscenos e/ou roupas indecorosas.
14 - Haverá penalidades, previstas na avaliação dessa modalidade, para o não cumprimento de qualquer dos quesitos apontados acima.

15 - Os grupos interessados deverão encaminhar à coordenação a ficha de inscrição contendo a ficha técnica, indicando título da dança, autor, participante. As fichas estarão disponíveis na de Inscrições: até mesmo no dia.

16 - A comissão julgadora será composta por 15 pessoas as quais criarão uma ficha avaliativa com critérios baseados neste regulamento.

17 - A comissão julgadora avaliará os seguintes quesitos: a dança em si, coreografia, gestos e movimentos (expressão corporal), figurino e maquiagem e sonoplastia e tema.

18 - Haverá troféus e medalhas e certificado para os primeiros lugares entre todos os dançarinos. Haverá também certificado de participação para todos os que dançarem.


19 - Os casos omissos serão resolvidos pela comissão organizadora.


jonatha Rossi

rossi - melhor coreógrafo da paraiba





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